terça-feira, 28 de novembro de 2006

CARROS DA MINHA VIDA



Prometi um post sobre os Fiat 147, mas antes de falar deles percebi que tenho de citar as outras “preciosidades” que já passaram pelas minhas mãos.
Senhoras e senhores: Os carros que já tive! (As fotos são meramente ilustrativas)


BUGGYE VERMELHO (Chassi de fusca 66)– Comprei-o lá pelos idos de 1995 quando trabalhava no Wal Mart. Minha intenção era ir trabalhar com ele, coisa que só fiz uma vez e no dia choveu (Detalhe: Não tinha capota, foi uma emocionante conjunção com a natureza dirigir debaixo da chuva. Devia ter levado o capacete). Estado geral: Não havia. Quando foi comprado o Buggye não pegava, estava sem parte elétrica, batido na frente e empoeirado como se estivesse parado ao relento por 130 anos. O fato de não pegar tornou-se irrelevante quando o motor fundiu uma semana depois. Consertei o motor, refiz a parte elétrica (Com direito a um equalizador Cougar), consertei a frente batida, e gastei até o que não devia naquela p#rra. Mas a razão de te-lo passado pra frente foi porque o banco não tinha regulagem, então quando eu dirigia por mais de 20 minutos ficava com a pena dormente...

Obs: Este buggye é lembrado até hoje por meus amigos skatistas, porque eu atropelei acidentalmente uma rampa em um campeonato quase capotando.

PASSAT 78 PRETO. Apelidado carinhosamente pela minha irmã de “Cupê mal assombrado”, tinha realmente a aparência de um rabecão, mas o seu detalhe mais notório (Fora fato de tremer a mais de 90 por hora como se tivesse mal de Parkinson), era a porta desalinhada do lado do passageiro. Isso gerava um fenda quase do tamanho de um dedo bem em cima de onde sentava o passageiro. Em tempo bom não mudava nada (Fora o fato de ter de levantar a porta pra fechar), mas quando chovia eu ria muito do desespero dos passageiros debaixo da goteira. Outro detalhe marcante deste carro fora o 30 kilos de barro que eu tirei de dentro quando fui limpar e as baratinhas que vieram junto com o carro e que me custaram uma lata de Detefon, era que o assoalho era podre, então o banco do passageiro estava literalmente afundando pelo furo. Resolvi isso furando e rebitando chapas de alumínio embaixo do carro (Magaiver). Este carro também deu pau na rua uma vez e eu larguei ele lá. Quando voltei no outro dia pra arrumar, tinham quebrado o quebra vento e roubado o rádio. Chorei muito. (Pelo quebra vendo que era f#da de achar já que o rádio era fuleiro e tinha sido comprado na feirinha do roubo de São Mateus.)

Só pra ter uma idéia do estado do carro, ele foi trocado por um Notebook, pois o monobloco estava rachando e eu tava com medo de dar uma acelerada mais forte fazendo a frente do carro ir e o carro ficar. 

BRASILIA VERDE 79 – Bancos Recaro e rodas aro 15 com Pneu largo. Até que era bom. Mas o que matava era andar com o motor dentro do carro (Toda Brasilia tem dessas), e a p#rra da placa amarela. Em uma semana tive o documento do carro apreendido, e na outra fui parado pela polícia rodoviária na Índio Tibiriçá. Após muito chaveco consegui sair de lá com o carro, mas vi que não valia a pena. Vendi esta brasília pra um picareta que morava perto de casa. Grandes momentos. Quebra do chassi voltando de um campeonato de skate em Santo Amaro e incêndio na garagem de casa por causa de um vazamento na bomba de gasolina. Eu parei o carro, ouvi um barulho tipo “foosh!” vindo de trás do carro, e quando lhei pra trás tinha uma fogueira debaixo do carro e no motor. Como eu não tinha mashmelows pra assar, apenas apaguei o fogo o mais rápido que pude.

FIAT 147 BEGE 78 - Ahhhh.... O primeiro! Foi comprado de um pastor evangélico que morava em uma rua que nem asfalto tinha. Ele prometeu pagar uma multa que estava pendente... Com sorte até 2035 ele paga. Um dos mais notórios problemas desse carro ocorreu quando o respiro de óleo do motor entupiu fazendo com que óleo do motor fosse jogado na boca do carburador. Isso fazia o carro fumaçar pra cacete, mas só fui perceber o real tamanho do problema no momento em que percebi que toda a vez que eu ligava o carro as pessoas em volta gritavam. MEU DEUS!!! TÁ PEGANDO FOGO!

Com esse carro foi cometida a famigerada viagem a Mongaguá, com uma espera de mais e 5 horas na serra porque havia caído barreira, mas isso é assunto pra um outro post. Este carro faleceu quando a carroceria começou a apodrecer atrás fazendo as rodas dobrarem para frente. Isso é um mal de fiat 147. Porém, este carro primava por uma mecânica impecável. Estaria comigo até hoje se eu não fosse um baita duro na época em que ele deu problema. 

FIAT 147 MARROM 81 – Ironicamente eu dei um notebook nele. Quando eu peguei ele nem vidro do lado do motorista tinha. Protagonizou aventuras como entrar embaixo da traseira de um ônibus em um momento de distração minha. Durante o tempo em que estive com ele trabalhei em um desmanche, o que me permitiu fazer um lista da cabritos sem igual: Banco Recaro de Gol (Soldado e adaptado), volante de pálio, discos e pinças de freio de Pálio, barra estabilizadora de Fiorino, suspensão traseira de Uno, Buzina do Silverado, Palhetas de uno, Neon verde embaixo, cabeçote rebaixado e polido, e outras coisinhas mais. Principais problemas: Funilaria detonada e parte elétrica destruida. Foi passado pra frente quando eu coprei o Gol.

GOL QUADRADO 1.9 88 - Um bom carro, mas tinha defeitos. Tomei uma porr@ de uma multa por andar rebaixado e mandei fazer a suspensão inteira, depois desci pra Santos. Bons tempos aqueles em que eu tinha grana. Nesse carro eu coloquei um caraiada de coisas: Neon, adesivos, spoliers, som Sony, etc... Infelizmente perdi a fé neste carro na ocasião em que ele me deixou na mão em plena São Mateus (Bairro bocada de São Paulo), à Meia noite e meia devido à soltura me uma homocinética. Mas isso não muda o fato de que foi o melhor carro que tive. Um grande momento deste carro foi a viagem a Embu das Artes, onde eu me perdi no Rodoanel e fui parar em Caieiras a meio caminho de Campinas. Rodei mais de 30 kilometros na estrada procurando a p#rra de um retorno que, lógico, só ficava depois do pedágio. Malditos capitalistas! A enchente em São Paulo onde a rua parecia um rio (Com peixes inclusive) e a outra enchente em Diadema também foram memoráveis. Na de Diadema a agua chegou na altura da porta e eu passei os dias seguintes tirando barata e capim de dentro do carro. Este gol foi trocado pelo Tipo. Uma grande c@gada de minha parte.

FIAT TIPO AZUL 95 – Nem andei com essa p#rra direito. Quando peguei este carro eu tava (como aliás, ainda estou) mal de grana. Então, ele só ficou parado na garagem. Defeitos: Motor quase fundindo, radiador com problema, documento atrasado, buchas de suspensão quebradas, e bateria com problema. Mas pra não dizer que tudo é m#rda, eu sinto falta de ter um carro com direção hidráulica, ar condicionado, tapete de alumínio, vidros elétricos, retrovisor com ajuste elétrico e um bom som. Penso em pegar outro, mas a patroa não quer nem ouvir falar. Este carro foi nocauteado por um problema de documentação e dívidas de financimento tão grandes que dá dor de cabeça só de lembrar. Preferi passar a Jaca a Descascar o abacaxi. Grandes momentos: Incendio ao tentar a dar a partida injetando gasolina com um tubinho de Rexona , e o dia em que eu passei ele pra frente com a bomba de gasolina detonada. Não sei como o cara que comprou ele chegou em casa (Ou mesmo se chegou)!
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