sexta-feira, 6 de abril de 2007

A HISTORIA DAS CABEÇAS DE CACHORRO




Uma Breve História
das Cabeças de Cachorro Decepadas


Ken Freedman, publicado em WFMU's Beware of the Blog
Tradução gentilmente autorizada

Cientistas soviéticos realmente mantiveram viva uma cabeça de cachorro decepada nos anos quarenta? Aqueles Frankensteins Stalinistas enlouquecidos continuaram então para criar um cão de duas cabeças em 1954? (Isto é, se “duas cabeças” for correto - era mais como duas cabeças, seis patas e um torso e meio).
E, esqueça os Soviéticos, o que dizer do cérebro de macaco que um cirurgião de Cleveland transplantou de um primata a outro? Seriam todas essas fraudes da Internet, ou a única evidência conhecida de um tema demasiado tabu para ser levado a sério - a pesquisa em transplantes de cabeça e cérebro que está sendo conduzida há décadas?

Queria ter respostas definitivas para vocês - mas não tenho. Contudo estou mais inclinado a acreditar que estas experiências de fato ocorreram do que quando topei primeiro com esta estranha sub-cultura médica. Depois de começar como um cético, passei a acreditar que organismos certamente foram revividos. Cabeças foram decepadas. Cérebros receberam transfusões. Membros cefálicos foram transplantados. Glicose permeou crânios caninos isolados. Todas essas coisas.

Tudo isso começou há algumas semanas, enquanto navegava pelo arquivos Prelinger. Acabei encontrando o filme Experimentos na Ressuscitação de Organismos, que alega mostrar uma experiência soviética de 1940 em que a cabeça de um cão foi mantida “viva” após ter sido removida de seu corpo. Se você ainda não o viu, tenha cuidado - não é para os sensíveis. E eu também poderia dizer de pronto que sou contrário à remoção e reanimação de cabeças, mesmo que para fins científicos ou culinários. Por mais fascinante que possa ser, ainda é tortura. É uma coisa manter os pulmões de um cão funcionando fora do corpo morto, e uma outra completamente diferente manter a consciência e percepção de dor em uma cabeça decepada. Talvez o horror imaginado disto é o que manteve esta pesquisa relegada ao status de ficção científica e fraudes por tanto tempo.

Mas isso não me impediu de querer descobrir se essa era ou não uma fraude. Quando você lê os comentários na página Prelinger, verá que metade das pessoas que viram o filme acharam que era uma fraude, enquanto metade estava inclinada a acreditar nele. Eu quis descobrir por mim mesmo. Certamente, se esta película fosse uma fraude, seria relativamente fácil demonstrá-lo, isso se alguém já não o tivesse feito. Mas ao invés de descobrir qualquer evidência de fraude, minhas horas de caça levaram a dúzias de trabalhos e sumários médicos que apoiavam o filme, assim como a descoberta de mais casos de experimentação em transplantes de cabeça nos EUA e Rússia, para não mencionar um grupo de cientistas que fariam Mary Shelley orgulhosa.

Primeiro, baixe e assista ao filme, já que o quebra-cabeças começa aí.

À primeira vista, Experimentos na Ressuscitação de Organismos parece uma peça de propaganda soviética da Segunda Guerra Mundial. As artérias e veias de sangue entrando e saindo da cabeça do cão não são visíveis ao espectador, e a narração que acompanha o filme (feita pelo biólogo britânico pró-comunista J.B.S. Haldane) deixa muito a desejar em termos de exatidão médica, de tão simplista que é sua descrição da experiência. O filme supostamente documenta experiências realizadas pelo Dr. S.S. Bryukhonenko no Instituto de Fisiologia e Terapia Experimental na U.R.S.S. Foi lançado em novembro de 1943, quando o Conselho Nacional de Amizade Americano-Soviética e a Sociedade Médica Americano-Soviética o exibiram a mil cientistas americanos na cidade de Nova Iorque.

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