quinta-feira, 17 de maio de 2007

BRINCADEIRA DE CRIANÇA



Ela acabou de achar o que sobrou de uma vítima de "Brincadeira"...

Vamos esclarecer uma coisa... Crianças não são criaturinhas fofas e bonitinhas... Crianças são malvadas, vingativas, chantagistas e acima de tudo cruéis. Para provar meu ponto de vista, descreverei aqui alguma "Brincadeiras do meu tempo de criança" que nada mais eram do que uma forma disfarçada de descarregar toda a nossa selvageria infantil em outras crianças...

PULAR MULA - Até aí nada de mais. Um abaixava e o outro pulava. Mas a coisa começava a pegar quando vinham as variações que visavam detonar com a mula (O cara que ficava abaixado para ser pulado) ou os outros participantes:

Esborracha tomate (O cara pulava e descia de bunda em cima da "Mula"),
Um garfo e uma colher, ou seja antes de pular, cada um dos participantes vinha com os dedos em forma de garra e cravava nas costa da "Mula"(Um garfo) e com a outra mão dava uma tremenda pancada nas costas da "mula"(uma colher)
Andar de motocicleta (O cara pulava nas costas da "Mula" e saia andando de cavalinho simulando uma moto)

FALAR A PALAVRA "X" - Era escolhida uma determinada palavra e pronto. O objetivo era em qualquer hora do dia (ou da noite, se possível) pegar o seu "amiguinho" de surpresa na pancada até ele falar a palavra escolhida. O ataque tinha de ser rápido para bater no amiguinho o máximo possível antes dele falar a palavra e de preferência brutal o suficiente para desarcodá-lo antes que ele conseguisse falar qualquer coisa.

ASSOBIA - Simples paca. Tu só precisa pegar de surpresa e com força no saco de seu oponente, apertar e dizer cara a cara "Assobia feladaput@" e só soltar quando o moleque assobiar, ou quando o recreio acabar. Diversão pura (Menos para o moleque que foi castrado no processo)

CHÁ - Geralmente ocorria quando em alguma rodinha / reunião de moleques, algum deles fala algo flagrantemente idiota ou gay. Todos se entreolhavam, algum gaiato gritava "Chá" a plenos pulmões e o moleque era envolvido pela rodinha e estapeado sem dó. Se caísse, aí era a bicuda (De preferência na cara) que comia solta. Um must.

RODINHO - Consiste basicamente em acertar o moleque escolhido com uma rasteira que faria um mestre de capoeira se roer de inveja. Como qualquer estratégia traiçoeira, essa só terá o máximo de efeito se pegar o moleque-alvo desprevenido. Se ele estiver em movimento de forma a voar bem longe quando for atingido, caindo de maneira a provocar o máximo dano (Fraturas e escoriações são desejáveis) melhor ainda.

GUERRINHA - Tacar pedras de tamanhos variados uns nos outros. nada de especial. Geralmente a brincadeira só acaba quando alguém sangra ou perde um olho. No segundo caso é mais divertido ver o moleque correndo e gritando com a mão no olho furado por uma pedrada.

QUEIMADA - A boa e velha queimada. Mas quando eu era moleque a mulecada jogava de forma a acertar a cara de quem era do outro time. Nariz sangrando valia ponto. Bolada no saco também. Quanto mais pesada e compacta a bola melhor, mas não chegamos a tentar jogar com uma bola feita de granito. Teria sido legal.

PASSAR NA JACA - Fácil, rápido e mortal. Juntava-se uns três ou quanto moleques, escolhia-se o alvo (Geralmente o moleque mais pequeno e fraco que pudesse ser achado. Covardia? Não. Só senso de oportunidade) pegava-se o moleque, levava-o (arrastado) até um poste, passava-se cada uma das sua pernas pelos lados do poste, agarrava-se as suas pernas e puxava de forma a fazer com que os ovos do moleque fossem espremidos contra o poste em um espécie de vasectomia a fórceps.

TEBINHA (ou sardinha) - Essa é usada até hoje. Consiste em chegar silenciosamente por trás da vítima e desferir o tapa mais forte que conseguir contra parte de trás do pescoço do infeliz. O Objetivo é arrancar a cabeça da vítima. Mas se a vítima cair no chão berrando e ficar uma semana com um vergão atrás do pescoço já está muito bom.

Simpática criança terminando a lição para brincar com os amiguinhos...

Puts... Não sei como sobrevivi à minha infância.
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