quarta-feira, 5 de março de 2008

TARDE DO CHACAL



Mais uma vez, vou brinda-los com o relato de uma tarde daquelas que só acontece comigo mesmo. Eram umas 3:30 da tarde e eu estava saindo de um lugar perto da Av. Brigadeiro Luiz Antonio para voltar à empresa e dar meu dia por encerrado. Pelas minhas contas eu ia chegar umas 5:30 na empresa e só ia dar tempo de pegar minhas tralhas e ir embora. Em suma, um final de dia perfeito. 

Mas o destino tinha outros planos.

Assim que saí percebi que o pneu de trás da moto estava bem baixo. Tentei chegar a um posto, mas não deu tempo. A p*rra baixou de uma vez me deixando na mão em pleno centrão. Pneu de Yamaha Crypton quando baixa tudo já era. Eu fui obrigado a sair empurrando da rua Brigadeiro Luiz Antonio, até a General Osório, onde tinha borracheiro.

Não é perto. E moto com o pneu furado não é leve. Mais de 1 hora empurrando.
Após quase ter um ataque cardíaco, cheguei numa borracharia que em sua região tem mais craqueiros por metro quadrado do que eu jamais vi. Assustador. 

Após a constatação que um preguinho havia causado o infortúnio, um conserto e lá se foram meus últimos R$ 10,00.

Problema resolvido (Pensava eu), já que não ia dar tempo de or pro trampo de novo, fui pra casa. Mas eis que em São Bernardo O PNEU FURA DE NOVO.

Pra variar eu estava bem longe de qualquer borracharia. E sem um centavo no bolso. 

Empurro a moto até um banco que tenho conta e descubro que Não tem dinheiro na conta. Ótimo. Quem mandou dar o numero da conta pra esposa? Tem mais é que se f*der mesmo. 

Mais uma vez sou obrigado a empurrar a moto até um borracheiro (mais 40 minutos)

Chego lá, aviso que não tenho grana e saio pra procurar um caixa eletrônico de um bando que tenha dinheiro na conta. Com muito custo e após muita caminhada acho um e tiro uma graninha. 

Chego na borracharia e descubro que um dos aros da moto tinha RASGADO a câmera de ar. Mais R$ 25,00 pro saco. 

Quando o pneu baixou de uma vez em São Bernardo, ele pegou no protetor de corrente da moto e o entortou, assim, o dito cujo ficou pegando na corrente e fazendo barulho. Pensei eu: F*da-se, só quero chegar em casa. 

Mas a p%rra do protetor foi pegando até que atingiu a TRAVA DA CORRENTE. Resultado: Alguns kilômetros depois, lá estava eu na rua de novo com a corrente quebrada. Como desgraça pouca é bobagem, a trava da corrente e suas peças minúsculas tinham caído na rua e eram impossíveis de achar no escuro. 

Por sorte, a corrente quebrou bem em frente à casa de um cara que me deu ajuda. Esse cara tinha uma moto com a corrente idêntica à minha, então, pude colocar a trava da corrente da moto dele e finalmente chegar em casa quase 8 horas da noite.

E tudo isso aconteceu ontem à tarde. 

Fala sério.

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