sexta-feira, 8 de agosto de 2008

EU JURO. ISSO ACONTECEU.



Certa vez, a trabalho fui a uma rua perto da Av. Brigadeiro Luiz Antonio com minha valente Crypton 105 vermelho Ferrari que aliás, tenho até hoje junto com minha CG 125 Roxinha que é um Luuuuxxxooo.... ahan!!! Bem, onde parei... Ah sim. Cheguei na tal rua, parei, e fiz o que tinha de fazer. na hora em que voltei, fui sair e a moto deu uma balançada... M*rda! Pneu furado. E que conheçe aquela região de São Paulo sabe muito bem que é mais fácil achar um enterro de anão albino gay que uma borracharia, portanto, eu tinha me lascado de verde e amarelo.

Conformado com a naba grande e cheia de veias que tinha acabado de tomar, fiz a unica coisa que poderia fazer. Saí empurrando a b*sta da moto pelo centrão de São Paulo em plenas 4 da tarde com uma temperatura de uns 34 graus. Verão estralando... Caray... Eu nem mesmo gosto de caminhar pelo centrão, quanto mais empurrar um p*rra de uma moto naquela situação. Ainda bemq ue não fumo, senão a moto tinha virado fogueira de São João antecipada.

O unico lugar onde poderia achar uma borracharia em atividade na região, é nas proximidades da rua General Osório. Só uns 4 Kilômetros. Não Basta se f*der, tem que ser lindamente e em technicolor. Após agonizantes 40 minutos empurrando (Sempre é bom lembrar que sou um daqueles sedentários até meio esverdeados por não sair de casa e por falta de luz solar), cheguei nas cercanias da nova cracolândia que se tornou a região perto da rua das motos. Tu não sabia que lá estava lotado de Nóia? Nem eu. E descobri da maneira mais dificil. Já com a roda da moto desmontada e uma carayada de tipo estranho passando pra lá e pra cá. Por questão de segurança segurei meu capacete forte como se estivesse segurando o pino de uma granada de fragmentação. Melhor não vacilar.

Após o conserto do pneu da jabiraca (No qual se foram meus ultimos R$ 10,00), saí de lá rápido como se um avião da TAM com tanques cheios estivesse caindo em plena Av. Ipiranga. Já tinha nego me medindo na rua e prefiro não deixar que as pessoas se animem com essa minha cara de otário e tentem me tosquiar. Faço isso não por mim, mas sim pela saúde dessas pessoas já que Crack faz mal.

Tomei o Rumo do ABC paulista e eis que após sair da Via Anchieta no kilômetro 18, pertinho de são Bernardo PUUUFFF!!! O miserável, do desgraçado, do filho de uma Kenga do pneu furou outra vez. Ah vaí tomar no...  Eu não tinha um centavo no Bolso, e sabia que borracharia só no centro de São Bernardo. Uns 3 Kilômetros empurrando...

Fui em um Banespa ali perto tirar uma grana e fui agraciado com a Mensagem "Saldo insuficiente". Quando dei a senha do branco pra patroa, meu unico pedido foi:

- Por favor, não deixa faltar dinheiro lá que eu posso precisar.

Mas acredito que ela entendeu:

- Rapa toda aquela p*rra que nós vamos gastar na p#taria imoral e desenfreada.

Usando todos os xingamentos em português, inglês e castelhano que eu conhecia, e tentando xingar em mais três linguas que eu só ouvi falar, eu empurrei aquela b*sta até o centro de SBC. Larguei a m#rda da moto na borracharia e fui atrás de um caixa eletrônico do outro banco que tenho conta (Só uns 2 kilômetros procurando). Entrei no limite do cheque especial e mediante juros extorsivos retirei trintão só pra arrumar aquele lixo e chegar em casa.

Na borracharia, o cara me disse que a cãmara de ar foi pro saco porque a moto andou com o pneu murcho. Lógico que andou! Empurrei essa m*rda lá da casa do caray até aqui. Queria que tivesse trazido nas costas?

Tinha que trocar a câmara de ar. Normal. Pra quem tá c@gado o que é mais um peids? E lá se foram R$ 25,00. Um urubu c@gou no meu ombro. Tem dia que é melhor não sair de casa mesmo.

Tudo pronto. Já meio com o pé atrás, sai andando. Mais ou menos 7 minutos depois, a moto para. Eu acelero, elas faz barulho e não anda. Fui olhar. A corrente estava no chão. Junto com minha alto estima.

Como já dizia Joseph Kleaner: CA - RA - LHO!!! O universo não quer que eu chegue em casa. Uma olhada mais apurada me revela que o pneu murcho pegou no protetor de corrente que é de ferro, o protetor entortou, ficou pegando na corrente e fez a trava pular fora, fazendo a corrente desmontar. Detalhe: Eu tinha colocado o protetor dois dias antes. Já era noite e nem f*dendo eu ia achar aquelas pecinhas de m*rda no asfalto. E não tinha grana pra condução. Dessa vez achei que ia empurrar a moto mais uns 10 kilômetros, ou ter um ataque cardíaco. Vale o que chegar primeiro.

Felizmente, um cara que morava bem em frente de onde minha moto parou se ofereceu pra ajudar e SURPRESA! A corrente da moto dele era igual à minha e ele gentilmente me deu a trava da corrente da moto dele (Valeu irmão! Eu não me esqueci disso, viu?). No escuro, montei a bagaça toda e fui pra casa. Devagar e com o boga tão trancado que não passava nem átomo e com a mão cheia de graxa de corrente. Aquela m#rda não sai nem f*dendo, a não ser que você passe a mão em alguma roupa limpa. Se for branca, melhor ainda.

Depois disso, troquei o pneu de trás por um de Twister que é bem mais grosso e fura menos e nunca mais usei protetor de corrente.

Quem tem toba tem medo.

Ah sim! Antes que me esqueça:

Porque eu tinha que descontar a raiva em alguém.

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