sexta-feira, 10 de abril de 2009

A HISTORIA DA APROVAÇÃO NA OAB PARTE 1



Bom... Pra começar, no final de 2006 eu finalmente terminei minha faculdade de Direito. Após anos trabalhando como um camelo pra pagar a faculdade (E só pra isso pois não sobrava dinheiro pra mais nada) e estudando como se fosse um cientista da NASA, eu dei um tempo em tudo. Foram alguns meses sem fazer praticamente p*rra nenhuma. Daí, mais ou menos em abril de 2007 comecei a estudar pra passar no exame. E só. Decidi não trabalhar e não fazer mais nada. E assim se foram mais de 5 meses estudando diariamente. Eu não pensava mais em nada e não fazia mais nada. Estudava todas as matérias, decorava e memorizava o que podia. Ainda por cima, fazia diariamente a solução de provas da 1º fase. Pelo menos 100 questões. Todo dia.

O pouco dinheiro que consegui naquele tempo (Nem lembro como) eu guardei pra pagar os escorchantes R$ 180,00 da inscrição. Ou seja: Vida social, pessoal ou cultural ZERO. Chegou a primeira fase. Quando li a prova, comecei a suar. Parecia que eu não sabia nada. Mas daí, eu comecei a fazer pelas matérias que tinha mais afinidade e levei umas quatro horas pra terminar tudo. Resultado: 57 acertos. Passei pra segunda.

Pra quem acha que há pressão na primeira fase. Você nem imagina o que é a segunda. Porque se você tomar no Toba na primeira, OK, já era. Mas ninguém que nadar duas fases e morrer na praia. Passar na primeira também nos faz sentir vencedores, pois geralmente mais de 70% já rodam ali. Assim, o c@gaço aumenta exponencialmente na segunda fase. Não admira que muita gente sente o peso da responsabilidade e roda na segunda fase. Pra fechar, a m#rda da segunda fase é completamente subjetiva. Se o feladap#ta que corrige sua prova estiver com hemorróidas ou se broxou ontem à noite, f#deu.

Assim, com todos estes bons pensamentos em mente, iniciei minha preparação pra segunda. Sem exagerar, foi um mês fazendo peças de cabeça, marcando códigos, e consultando livros. Eu lia, relia, marcava e copiava tudo o que podia. Naquele tempo, não existia mais nada no mundo. Era exame, exame, exame...

(Continua)
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