terça-feira, 14 de abril de 2009

A HISTORIA DA MINHA APROVAÇÃO NA OAB PARTE 5



Como eu não tinha nada a perder, e precisava de grana, acreditei que poderia estudar e trabalhar na campanha ao mesmo tempo. Ledo engano. Com a equipe era minúscula o que não faltava era trabalho. Tempo era uma ilusão. Mas antes que o bicho pegasse, eu já tinha feito a inscrição pro exame da OAB, assim, mesmo sem estudar quase nada, eu não tinha escolha e fui fazer o exame. Dei uma fugidinha da campanha e fui fazer a prova aos trancos e barrancos.

Na hora que eu estava cara a cara com a prova pensei. “Não tem nada que eu possa fazer”, então toquei o f#da-se e fiz a prova de cabeça fria. Fui um dos primeiros a terminar. Saí e voltei pra campanha.

Quando eu peguei o resultado, claro, não passei. Mas apenas por duas questões. Caray! Mas que coisa! Resolvi esquecer o assunto.

Daí uns dias depois, em uma reunião do partido, encontrei um experiente advogado que trabalhou para a partido e contei como havia broxado vergonhosamente. Ele perguntou se eu havia olhado a lista dos recursos. P*rra. Eu tinha esquecido.

Quando questões são anuladas, a nota pra passar baixa, então ao invés de 50 questões você pode passar com 49 ou 48. Assim, gente que bateu na trave pode entrar com bola e tudo.

Assim, após uma ligação do mesmo advogado uns dias depois pra me avisar que a lista de recursos havia saído. Fui consultar e EITA P#RRA!!! Meu nome estava lá.

Mas não deu nem tempo pra comemorar. Como eu achei que tinha bombado de primeira, eu não estudei nada. E a lista de repescagem costuma sair UMA SEMANA antes da segunda fase. Era o tempo pra estudar que eu tinha.


(Continua)
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