domingo, 26 de abril de 2009

VIDA PARTICULAR



Em muitos casos um blog é algo altamente pessoal (como já escrevi em posts anteriores), então não sei porque picas nunca entrei em aspectos mais pessoais da minha vida... Bom... para falar a verdade eu sei sim. É porque tenho medo que pessoas erradas leiam o que escrevi (Isso já aconteceu antes), e também porque temo que usarão o que eu escrevi contra mim. Ta. Eu sou neurótico sim.

Mas, como pagar análise é bem mais caro que postar aqui e eu não estou jogando dinheiro fora, vou alugar você com meus problemas.

Bom... Vamos falar sobre amigos. Tenho um problema com os meus. A grande maioria é remanescente dos meus tempos de skatista, e agora está todo mundo na casa dos 30. Que me lembro, eu fui o único que percebeu em algum momento da vida que rumava para o poço do subemprego, e que o futuro exigiria de mim algo mais que ficar por ai de calça larga errando manobras com um skate debaixo do pé. Então, resolvi estudar.

Resultado: Hoje em dia eu vou vista-los no fundo do poço.

Só pra ter uma idéia, na ultima vista que fiz a uns dos meus amigos, comprei um retrovisor para o Passat caindo aos pedaços que ele acabou de pegar na troca por uma velha CG 125. Fomos no meu Peugeot com ar condicionado, direção hidráulica, trava e vidros elétricos. Impossível não ver o abismo social se abrindo entre nós.

Se eu vou na casa desse amigo, vou conversar sobre o que? Historias de faculdade (que ele não fez), bons lugares pra sair (Que ele não vai), viagens (Que ele não faz), política (Que ele não participa), ou o papo de velhos sobre os tempos antigos (Leia-se década de 90) quando tínhamos algo em comum? Nem dá né?

Hoje em dia não da mais pra ratear trocados pra comprar pão com mortadela. Nós todos somos tiozões. Quem tinha de se fazer já se fez e não da pra mudar. E isso me pesa na consciência, embora eu não tenha nada a ver com os rumos que cada um de meus amigos tomou na vida. Mas a festa do passado acabou com certeza. E todos pagam a conta até hoje, inclusive com a gorjeta do Barman.

Esta falta de amigos com coisas em comum é um dos aspectos da minha vida da qual não me orgulho.
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