sábado, 23 de outubro de 2010

ANDANDO DE NOVO NA GALO.



Hoje, como acordei ligeiramente desocupado, resolvi voltar à loja e pilotar de novo a 7 galo do post acima. Além da vontade de acelerar um canhão de novo, eu queria saber se num teste mais "a seco" (Entenda-se: sem garoa) minhas sensações seriam diferentes, afinal não é justo pilotar uma moto apenas no chão molhado e ja sair tomando conclusões.

Fui à loja e solicitei dar mais uma banda na bagaça, no que fui atendido. Assim, la estava eu, em cima do trambolho, quando o cara da loja me fala:

 - Vê se dá uma esticada que esses carburadores precisam desengasgar!

Epa!  Macaco quer banana?

Desta vez, munido de toda malandragem que Deus me deu, eu resolvi dar uma volta menor, fazendo exatamente o mesmo percurso que fiz quando pilotei a Hornet. Neste percurso, tem um farol de frente com uma faraônica igreja universal. Neste farol. após dobrar à esquerda, tem uma reta de uns 400 metros (1/4 de milha! Quem diria?) e, se eu sair rápido no farol, e à frente de todo mundo, (O que é bem difícil de não conseguir em uma moto dessas), eu tenho a pista livre pra deitar o cabelo e sentar o pau, acelerando até o talo. E foi o que fiz...

Minhas sensações até o farol da Universal, são iguais às do outro teste, Ja as que tive após o farol eu vou contar agora:

Parado, percebo o pessoal olhando, exatamente como na Hornet. Ao sair, nem perdi  tempo olhando pelo retrovisor se alguém me acompanhou (o que não aconteceu mesmo), enrolei o cabo e com aquele ronco de tremer o chão, anunciei que meu bilau era maior que o de todo mundo ali.

Dessa vez, percebi que em alto giro, TODO MUNDO OLHA. Até o pessoal das lojas de moto. Aquele ronco é o que há. Acho que Deus deu a ideia desse motor pro homem, só pra mostrar como é que ele faz as coisas. Quanto mais acelera, mais da vontade. E pode acreditar. Ninguém pára na sua frente ou fica fingindo que não ouviu.

Na casa dos 120 por hora, a autopreservação falou mais alto, (Afinal é apenas uma avenida e não uma via expressa) e eu comecei a reduzir, mas não sem dar aquelas aceleradas marotas (As famosas cornetadas) pra mostrar que naquela rua, naquele momento era eu e meu motor quem mandava.

Ao parar, percebi que a maioria das sensações ruins que eu tive da outra vez, foram apenas causadas pelo uso inadequado da moto. 7 Galo não é veículo pra andar devagar. Simples assim. Essa moto tem de ser colocada na estrada e tocada com gosto pra fazer sentido.

Assim, acabo de recolocar a galo na minha lista de possíveis motos para o futuro. E um conselho: Se puder andar com alguma galo, ande mesmo, pois a vida é curta e difícil pra que a gente se poupe de prazeres como esse.
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