terça-feira, 14 de junho de 2011

ANOS 90




Bom, como nem só de Kibadas vive um blogueiro, resolvi assumir que sou velho mesmo e contar como eram algumas coisas na idade da pedra, também conhecida como “anos 90”: Como eu era pivete, não lembro de muita coisa, mas é melhor que nada. Conformem-se.

 Teria sido bom consultar um desses, mas agora é tarde...

CARRO


O Uno Mille só veio a ser lançado em 1994 (como resposta ao fusca do Itamar), portanto, carro era artigo de luxo. Os megafinanciamentos não existiam, e tu tinha que empenhar sua alma (Ou sua bunda, dependendo do caso) pra comprar uma carroça nova. Isso se o consórcio Vimave, que era anunciado no Programa Silvio Santos permitisse. Carros usados estavam em alta, portanto era um tal de Corcel II ano 82, Variant TL, Fiat 147 ano 86, e outras preciosidades pelas ruas afora. Carro importado nem f*dendo. As importações eram proibidas (Até 92, mas os importados vieram a pegar mesmo em 94. Tem muitas BMW daquela época pelas ruas ainda). Mas o melhor ainda esta por vir: Naquele tempo ERA O VELHO CODIGO DE TRÂNSITO QUE VALIA.... Ah Muleke... Nada de radares, nada de amarelinhos, nada de multas que você nem sabe de onde vem. Não precisava pagar taxa até pra cagar no banheiro do DETRAN, não havia inspeção veicular nem nenhuma dessas p*rras, que nos deixaram bem mais pobres depois que implantadas, mas não mudaram o trânsito em nada. Antigamente carro era coisa de rico, hoje em dia é coisa de endividado. Um coisa que me irrita muito hoje é  o seguinte: Você vende até seu pâncreas pra comprar aquele maravilhoso FIAT PUNTO TJET, e  mal você para na garagem, SEU VIZINHO SERVENTE DE PEDREIRO, para na garagem da Choupana dele com um igualzinho!!! Lá se foi a ilusão de status que te custou toda a grana da faculdade dos seus filhos. (Esse comentário valeria mais nos E.U.A onde o pessoal economiza para a faculdade dos filhos. Aqui no Bananão, nossos pais querem mais é que a gente se f*da após fazer 18 anos. Faculdade é cada um por si) e dane-se.

TV
Seriados que nos parecem ruins como por exemplo “Punky – A levada da breca”, eram ruins mesmo. Não se iluda. Esse negócio que passar as tardes assitisndo sessão da tarde era algo Cool nos ano 90, é ilusão, para cada Karatê Kid e pra cada reexibição de “Quem é o mestre Leroy?”, passavam centenas de filmes tão ruins que nem pra limpar a bunda com o filme gasto serviriam. Programa de auditório era uma m*rda também, tanto que nem lembro de nenhum marcante. Se eu fosse citar aqui, provavelmente sairia algum programa dos anos 80. Mas nem tudo estava perdido na TV dos anos 90. Coisas como TV PIRATA e TV COLOSSO davam uma aliviada no fardo. Mas vou te contar, com a TV que tinhamos naquele tempo, se a internet já existisse, o vício seria maior que hoje, já que em muitos momentos a TV a Cabo de hoje em dia compete com a rede. Agora imagine o massacre que seria se programas como  “O Primo cruzado”, “Show de Calouros” tivessem que competir com Memes e vídeos de gatinhos engraçados. Mas também tinha coisas que deveriam estar por aí até hoje, como os telejornais espreme-que-sai-sangue “Aqui agora” e qualquer coisa feita pelo mestre Alborgha. Também tinha coisas como o "Capitão Planeta", o desenho Ecochato. O tempo passou, continuamos zoando a ecologia e o capitão planeta que se f*da...

POLITICA
Tiraram o Collor. Grande b*sta. O que pouca gente lembra (Ou finge que não lembra) é que antes de tirarem o “presidente Attention Whore” (Que nome você daria a um prego que ao invés de governar, ficava andando de Ferrari, Avião a Jato e que corria cada dia com uma camiseta diferente, só porque sabia que isso ia sair na mídia?), era uma baira babação de ovo era “O presidente moderno” pra cá, “O jovem presidente” pra lá, e outras babações extremas que só pararam quando acasa começou a cair. O que pode ser considerado uma over reaction, já que analisado pela ótica de quem já está no terciro governo do PT, o que Collor fez não era grande coisa. Palocci comeria PC Farias no café fácil. O Collor só foi derrubado porque simplesmente não rinha ninguém do lado dele. Ponto. Não tinha ACM pra fazer meio de campo, Zé Dircel pra pressionar congresso, e o pior, a imprensa na época era petista até o osso e não sossegou enquanto não destruiu o cara que tirou o doce da boca do Lulla em 89. Após a queda do Collor, aí a coisa descambou pra p#taria porque o Itamar Franco era um Tiozinho metido a comedor. Daí os problemas no carnaval com mocinhas de B*ceta de fora, etc... etc... Itamar, foi muito zoado, mas como era apenas um palhaço, nunca teve uma oposição tão brava quanto a que o Collor pegou. Não se trata aqui de defender Collor (Que tinha mais é que se f*der mesmo), mas sim de lembrar pra todo mundo que o que derrubou o cara não foi acorrupção (Muito maior hoje em dia), mas sim uma rara combinação de ser eleito sem fechar acordo com ninguém, ter TODA a imprensa contra ele, e principalmente ficar contra a rede Globo e o PT ao mesmo tempo. Daí nem se fosse Getúlio Vargas ressuscitado, após extinguir a miséria e a pobreza pra se segurar no poder...

MÚSICA

Grungeira e Bate estaca, basicamente. Mais especificamente, a (Gloriosa) fase da Dance music estava se encerrando, e os cabeludos de Seattle apareceram. Não pense que o Grunge era considerado um estilo inovador, ou qualquer coisa assim. É que simplesmente não tinha coisa melhor. É que nem Justin Bieber tocando hoje em dia, Não é mérito, é falta de opção mesmo. E confesso, jamais achei Nirvana legal. Era uma parada repetitiva, deprimente e mal feita, e diferentemente do que dizem, não era feita assim de propósito não. Kurt Cobain era um drogado com fortes tendências à depressão. Simplesmente não tinha condições (E nem queria) fazer algo mais tecnico. E ponto final. Nirvana não era tosco por uma questão de estilo, mais sim, porque não tinha gabarito pra ser melhor que isso. Assim como os Mamonas, (Que se não tivessem morrido de repente, teriam definhado como banda aos poucos da mesma maneira que os Titãs) se não tivesse havido morte, o Nirvana, e como o resto do grunge, seria considerado apenas uma modinha, e não um revolução musical. O que de fato, não era e nunca foi. Distorção de guitarra não é estilo, é recurso de quem não tem como melhorar os riffs. Em matéria de música nacional, os anos 90 foram insípidos e nem vale pena comentar. Foi apenas o ocaso de muitas bandas do anos 80 e só. Ou vocês querem que eu fale sobre É o Tchan e a invasão do pagode mauricinho em 93?

 Francamente, tu acha que esse cara seria considerado um músico fora dos anos 90? Vai por mim, ele não se matou à toa. O cara sabia que dali pra frente era só ladeira abaixo.

Depois continuo. Esse assunto vai render muito ainda.
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